Wilson Monteiro
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Categoria: Poemas

Olá pessoal.
Nesta categoria estamos disponibilizando posts divulgando nossos poemas. Boa leitura.

O valor do discriminante

Posted on 12 de junho de 20219 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

Dois vezes xis ao quadrado
mais seis vezes xis mais vinte,
esta expressão matemática,
Thabata, que na aula seguinte
Henrique bem confiante
este seu discriminante
determinou com requinte.

Vale ressaltar também
que a Daiane relatou
que o nosso amigo Henrique
o resultado acertou ―
disse Julia com vigor.
Qual foi o exato valor
que Henrique determinou?

Autor: Wilson Monteiro.

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Boteco do Zé Batidão

Posted on 5 de junho de 20219 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

O Zé Batidão oferta,
com certas contrapartidas,
só cinco tipos de bolos,
oito tipos de bebidas,
seis tipos de refeições:
todas estas opções
ali são bem conhecidas.

Diante deste contexto
e sem quaisquer distrações,
determine a quantidade
máxima de combinações
que tenha, sem desmedida,
um bolo, uma bebida,
e uma destas refeições.

Autor: Wilson Monteiro.

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Prece do auxílio

Posted on 30 de maio de 20219 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

Senhor,
eleve nossos pensamentos
para manifestarmos a Vossa Vontade.
Purifique nossos sentimentos
para sintonizarmos com Vossa Bondade.
Coloque palavras em nossa boca
para testemunharmos a Vossa Verdade.
E guie nossos braços
para semearmos a Vossa Caridade.
Assim seja.

Autor: Wilson Monteiro.

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Vendo um limoeiro

Posted on 22 de maio de 20219 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

Vendo um limoeiro!
Com aroma cítrico, ritualístico, místico.
Que traz frescor a alma do canteiro,
que faz olvidar o sentimento cáustico.

Vendo um limoeiro!
Carregado de limões alaranjados,
das folhas verdes vibrantes são realçados
como belíssimas joias de um joalheiro.

Vendo um limoeiro!
Com galhos fortes, rústicos, retorcidos,
por folhas, flores, frutos, enriquecidos,
levando vida ao arbusto inteiro.

Ah, esse limoeiro, qual seu preço?
Uma coisa lhe digo: não está à venda!
Teu interesse simplesmente agradeço,
só estou vendo um limoeiro, entenda!

Autor: Wilson Monteiro.

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Ângulos e seus acréscimos

Posted on 24 de abril de 20219 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

Nestes pequeninos versos
a você irei mostrar
o que eu acabei de ver
quando estava a descansar
numa deslumbrante praça
que a mim conseguiu fisgar.

Num cantinho percebi
dois ângulos bem singulares,
conversas fora jogavam
em seus devidos lugares;
olhei com muita atenção:
são Ângulos Complementares.

Tais Ângulos Complementares
vale muito ressaltar,
ao pegar os seus valores
e com cuidado somar,
verá que noventa graus
você irá determinar.

Num banquinho observei
mais dois ângulos exemplares,
notei algo interessante,
seus traços peculiares;
olhei com muita atenção:
são Ângulos Suplementares.

Tais Ângulos Suplementares
vale muito destacar,
ao pegar os seus valores
e com cautela somar,
tal cento e oitenta graus
você irá determinar.

Na calçada observei
dois ângulos bem populares,
tais entes sempre divulgam
afirmações salutares;
olhei com muita atenção:
são Ângulos Replementares.

Tais Ângulos Replementares
vale muito revelar,
ao pegar os seus valores
e com prudência somar,
tal trezentos e sessenta
você irá determinar.

Estes pequeninos versos
os findo com alegria,
e desejo comentar
sem nenhuma hipocrisia:
os esforços nos estudos
promovem a autonomia.

Autor: Wilson Monteiro.

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Vendo um abacateiro

Posted on 12 de março de 20219 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

Irei contar uma história
do garotinho faceiro.
Ele adora descansar
ao lado do abacateiro,
vegetal bonito e belo,
radiante e bem singelo
como uma luz de candeeiro.

Joãozinho veio olhar
o garotinho faceiro
que gosta de descansar
em um banquinho maneiro.
Notou algo relevante
uma placa num barbante:
Vendo belo abacateiro!

Joãozinho buliçoso
dirigiu-se ao parceiro
e comentou curioso
ao seu nobre companheiro:
― Viu a mensagem grafada
numa placa realçada
vendo belo abacateiro?

Joãozinho admirado,
ressabiado andou
em direção ao menino.
Quando nele se abeirou,
ao garotinho faceiro
sobre tal abacateiro
o seu preço perguntou.

O garotinho faceiro
com sua bonita agenda
para tal moço relata:
― Amigo, não está à venda!
Eu simplesmente estou vendo
um arvoredo estupendo,
bonito e belo, entenda!

Autor: Wilson Monteiro.

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Questão Poética “Quantos Faltam?”

Posted on 13 de fevereiro de 20219 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

Introdução

Apresentamos, abaixo, a Questão Poética intitulada “Quantos faltam?” que aborda o conceito matemático de porcentagem.

Em seguida, tecemos um breve comentário sobre o poema, e logo depois, apresentamos duas maneiras as quais podemos utilizar para solucionar a Questão Poética.

Boa leitura a todos.

O poema

QUANTOS FALTAM?

 Faltam quarenta por cento
 para que eu possa alcançar
 setenta reais exatos.
 Responda sem vacilar:
 Faltam só quantos reais,
 nada menos, nada mais,
 para o valor completar? 

 Autor: Wilson Monteiro

Algumas ponderações

Na Questão Poética podemos afirmar que o autor tem uma certa quantia em suas mãos e deseja obter um total de R$ 70,00. Porém, para que isto aconteça, precisa de mais 40% da quantia que ele tem no momento.

Nesse contexto, o poema lança o seguinte questionamento:

― Quantos reais faltam para que o autor consiga alcançar o valor total de R$ 70,00?

Para solucionar tal problema, teremos que determinar quanto reais equivale a 40% do valor que o autor tem. Atenção, se efetuarmos o cálculo 40% de R$ 70,00 obteremos uma resposta errada.

Diante deste cenário, indagamos como podemos resolver tal questão.

Equação do primeiro grau

Uma das maneiras é lançarmos mão da equação do primeiro grau. Como não sabemos o valor que o autor tem no momento, iremos atribuir a incógnita y a tal quantia desconhecida, lembrando que 40% equivale a 40 ÷ 100, ou seja, 0,4.

Assim, temos:

(i) 40% de y equivale a 0,4y  –>  Ou seja, faltam 0,4y para que o autor tenha R$ 70,00.

(ii) Somando-se o valor que o autor tem (y) com o que falta (0,4y) teremos R$ 70,00  –> y + 0,4y = 70

(iii) Determinando o valor da incógnita: y + 0,4y = 70  –>  y(1 + 0,4) = 70  –>  1,4y = 70  –>  y = 70 ÷ 1,4  –>  y = 50

(iv) Desta maneira, o autor tem R$ 50,00 e quer ter em mãos o total de R$ 70,00. Para que isto aconteça, faltam R$ 20.

Para saber se a resposta está correta basta responder a seguinte pergunta:

– Quanto é 40% de R$ 50,00?

Para alcançar tal objetivo devemos multiplicar 50 por 40, em seguida dividir por 100. O resultado de 50 x 40 ÷ 100 é 20. Desta maneira, podemos afirmar que o resultado que determinamos está correto.

Assim, faltam R$ 20,00 para que o autor possa ter em mãos o valor total de R$ 70,00.

Outra forma de resolução

A outra forma de resolução da Questão Poética é utilizar as operações básicas da matemática.

Para isto, vamos supor que o valor que o autor tem em mãos equivale a 100%. Se somar a esta porcentagem mais 40% teremos 140%. Assim, podemos concluir que 140% do valor que o autor tem em mãos corresponde a R$ 70,00. Ou seja, um valor desconhecido vezes 1,4 é igual a 70, visto que 140% corresponde a 1,4.

Utilizando a operação inversa podemos dizer que a quantia que o autor tem em mãos será 70 ÷ 1,4 cujo resultado é 50. Assim, faltam R$ 20,00 para que o autor obtenha um total de R$ 70,00.

Considerações finais

Bem, este é o tema que abordamos hoje. Espero que vocês gostem do que comentamos e quaisquer dúvidas, sugestões e demais ponderações é só deixar nos comentários.

Abraços;

Professor Wilson Monteiro.

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Seja sempre um estudante

Posted on 22 de janeiro de 20219 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

A pessoa quando aprende
a cortina da aparência
sem nenhum desdém transcende,
apagando-se na essência
para o novo despertar:
nova crença, novo olhar
nova cor, novo semblante,
enfim, novas impressões.
Neste mar de distrações
seja sempre um estudante.

Aprender é transpassar,
ir além das evidências
e refém nunca ficar
das certezas das ciências,
com sentidos rodeá-las,
com a ética circundá-las,
com amor tão radiante
conduzi-las para o bem.
Neste mundo de desdém
seja sempre um estudante.

Aprender é mergulhar
no universo das perguntas:
indagar, interrogar…
Nas certezas adjuntas
não olhar sem refletir,
suas rédeas assumir,
cultivar o instigante
indo além das aparências.
Neste mar de experiências
seja sempre um estudante.

Um autêntico aprendiz
reconhece nossa vida
como fonte, diretriz
de lição fértil, polida,
desafios redentores
como belos professores,
cada tempo ali restante
como eterno ensinamento.
Neste mundo bem marrento
seja sempre um estudante.

Autor: Wilson Monteiro.

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Ângulos e suas classificações

Posted on 14 de dezembro de 20209 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

Contaremos nesses versos
com prazer, dedicação,
a história de uma conversa
com extrema falação,
cada ser falou seu nome,
sua classificação.

O primeiro ente disse
sem voltas, sem lero lero:
― Chamo-me Ângulo Agudo,
sou superior ao zero,
aos noventa nunca chego,
e gosto de ser sincero.

O outro ente falou
de maneira bem severa:
― Meu nome é Ângulo Reto,
rigidez em mim impera,
o meu valor é noventa,
ele nunca se altera.

Depois desse comentário
um ente ficou aflito,
com esforço combateu
seu tenebroso conflito,
levantou-se da cadeira
com o seu jeito erudito.

Em seguida comentou:
― Eu sou maior que noventa,
e nunca devo chegar
ao valor cento e oitenta,
sou o Ângulo Obtuso,
nome que me representa.

O quarto ente falou
com a sua voz aguda:
― Meu nome é Ângulo Raso,
o meu valor, não se iluda,
é sempre cento e oitenta,
medida que nunca muda.

O quinto ente é tímido,
desejava se esconder,
não queria comentar
e sequer se descrever.
Porém, com certo incentivo
ele passou a dizer.

― Meu nome é Ângulo Côncavo,
não queria comentar,
o valor cento e oitenta
eu devo ultrapassar
e trezentos e sessenta
nunca eu devo chegar.

O sexto ente falou
sem solicitar licença:
― Meu nome é Ângulo Nulo,
não gosto de desavença,
meu valor é sempre zero,
número de sutil presença.

O último ente notou
só faltava ele falar,
transitou em sua mente
o que queria mostrar,
quietou-se, acalmou-se,
começou a meditar.

Em seguida relatou
com sua fala sincera:
― Eu sou o Ângulo Inteiro,
meu valor não se altera,
é trezentos e sessenta
número que meu ser venera.

Nesses versos de Cordel
foram neles destacados
os nomes de certos Ângulos
e foram pronunciados
suas características
para serem recordados.

Autor: Wilson Monteiro.

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Quadriláteros e suas classificações

Posted on 5 de dezembro de 20209 de outubro de 2022 by Wilson Monteiro

Nesses versos mostraremos,
com apreço e devoção,
o conceito quadrilátero,
sua classificação
e alguns de seus atributos,
prestemos bem a atenção.

Quadrilátero é polígono
que tem quatro lados retos,
mais quatro ângulos internos
e quatro pontos seletos
os quais chamamos de vértices,
tais fatos não são secretos.

O presente quadrilátero
vale muito ressaltar,
se todos ângulos internos
com dedicação somar
tal trezentos e sessenta
nós iremos encontrar.

Além disso, quadriláteros
podem ser classificados
como côncavo ou convexo
e podem ser encontrados
com duas diagonais,
pontos muito comentados.

Um quadrilátero convexo,
com os seus lados singelos,
será paralelogramo
quando forem paralelos
todos os lados opostos,
com os seus traçados belos.

Certo paralelogramo,
com seus traços eloquentes,
se todos ângulos internos
forem sempre congruentes,
retângulo será chamado,
fiquemos sempre cientes.

Há algo a considerar
do tal retângulo em questão,
seus lados adjacentes
podem ser iguais ou não,
mas os seus lados opostos
eles sempre iguais serão.

Se o retângulo possuir
todos os seus quatro lados
sempre medidas iguais,
não fiquem admirados,
de quadrado chamaremos,
são relevantes tais dados.

Certo paralelogramo,
com seus traços eloquentes,
se todos seus quatro lados
forem sempre congruentes,
losango será chamado,
fiquemos sempre cientes.

Há algo a considerar
do losango em questão,
seus ângulos adjacentes
podem ser iguais ou não,
mas os seus ângulos opostos
eles sempre iguais serão.

Se todos ângulos internos
que o losango possuir
forem todos congruentes,
não tem o que discutir,
de quadrado chamaremos
para seu nome exprimir.

Um quadrilátero convexo,
com os seus lados singelos,
chamaremos de trapézio
quando forem paralelos
um par de lados opostos,
com os seus traçados belos.

Vendo o trapézio retângulo
há fatos interessantes,
dos quatro ângulos internos
dois são sempre discrepantes,
são os belos ângulos retos
com visuais intrigantes.

No tal trapézio isósceles
vale muito esclarecer,
dos lados não-paralelos
temos algo a discorrer,
estes lados em destaque
congruentes devem ser.

O trapézio escaleno
ampliemos a visão,
dos lados não-paralelos
há interessante questão,
estes lados em destaque
congruentes não serão.

Um quadrilátero qualquer,
com os seus lados singelos,
trapezóide ele será
se não forem paralelos
todos os lados opostos,
com os seus traçados belos.

Quadrilátero trapezóide,
com seus traços eloquentes,
de seus lados destaquemos
dois pares adjacentes,
pipa será nomeado
se eles forem congruentes.

Quadrilátero irregular
nós iremos refletir,
podemos chamá-lo assim
se seus lados conferir
e não forem congruentes,
não tem como confundir.

Contudo, por outro lado,
quadrilátero regular,
podemos assim chamá-lo
se seus lados comparar
e ver todos congruentes,
não tem como contestar.

Encerramos esses versos
desejando aos leitores
sucesso nos seus estudos,
que sejamos escritores
de nossas belas histórias
em que somos vencedores.

Autor: Wilson Monteiro.

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